terça-feira, 20 de março de 2012

Há amores e amores...


Eu acredito que uma pessoa tenha vários amores numa vida. Acredito que não haja destino que dite o amor da vida de alguém. Porque o amor não é um caso de sorte, de ir na rua e tropeçar nele. Um amor só acontece se ambos permitirem, se ambos mergulharem juntos, de cabeça, e nadarem juntos, lado a lado. Se não mergulharem, fica no ar a mera hipótese de… Se o ritmo não se mantiver, o amor afoga-se.

Há amores destruídos por uma relação fracassada, aqueles amores que doem, amores danificados pela desilusão. Há amores que nunca foram amor, mas sim uma confusão de sentimentos e necessidade. Há o amor sólido, que sabemos que não muda, que estará sempre lá como apoio, aquele a que nos agarramos a vida toda. E há aqueles amores que duram uma vida no limbo. Amores que ao serem lembrados deixam uma mágoa ternurenta. Amores que pelo facto de não terem sido, deixam intacta a doce fantasia do que prometiam. Amores que se ficam pela imaginação e pelo encanto. Amores que existem para nos fazer voar, sonhar. Aqueles amores que nos deixam uma semente que de vez em quando nos faz perguntar e remoer "E se..."

E se...